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02/07/2013ㅤ Publicado às 13:55

 

No ano de 2007, gestão do então presidente Arq. Arnaldo Martino, o IABsp lançou um álbum contendo 10 gravuras que reproduzem esboços de diferentes autores, cujos temas foram os “sonhos” por eles imaginados com arquiteturas que contribuem à construção do espaço da cidade de São Paulo.

 

O álbum é gravado e impresso em edição limitada e reúne croquis de arquitetos consagrados, que doaram os originais, tais como Carlos Bratke, David Libeskind, Decio Tozzi, Fábio Penteado, Guilherme Motta, Hector Vigliecca, João Walter Toscano, Paulo Mendes da Rocha, Roberto Loeb e Ruy Othake.

 

Essa ação foi principalmente motivada pelo desejo de realizar o restauro e a revitalização do edifício-sede do Departamento, passados então 60 anos do concurso do seu anteprojeto de arquitetura – ocorrido em 1947 -, que deu forma a este verdadeiro ícone da arquitetura moderna paulista.

 

Bem tombado do nosso Patrimônio histórico (CONDEPHAAT em 2002, CONPRESP em 2011, e encaminhando-se agora ao IPHAN) pela sua relevância arquitetônica, necessita agora de forma inadiável dos cuidados especiais dos arquitetos para a conservação de sua “casa”. Estes cuidados terão, sem dúvida, repercussão como fato cultural importantíssimo, tanto pela recuperação da integridade do bem tombado, como pela contribuição à revalorização da área central da cidade de São Paulo, vindo a constituir-se em um dos mais emblemáticos marcos do movimento de volta à sua ocupação, com a dignidade e o carinho que nossa cidade merece.

 

Assim, solicitamos a contribuição de todos adquirindo volumes para seu acervo pessoal ou doação à acervos públicos que visem a educação e reconhecimento da Arquitetura Paulista.

 

Os textos foram impressos em papel francês.

Rives Tradition 170 gramas, com fonte Trebuchet MS.

As gravuras foram impressas em papel francês Rives Tradition 320 gramas.

 

Medidas: 0,52 X 0,37 cm

 

Forma e Pagamento: Cheque ou Dinheiro

Valor: R$ 3.000,00 ou 2 x R$ 1.500,00

 

Informações: Fone: (11) 3259-6866

iabsp@iabsp.gov.br

 

 

Os arquitetos e suas obras

 

Carlos Bratke | Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini

O arquiteto

Carlos Bratke formou-se em 1967 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie

 

A obra

localIzação: São Paulo – SP I Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini

ano do projeto: 1975

período da obra: 1978 .2006

 

sobre o projeto:

A partir de 1975, eu, meu irmão Roberto Bratke e meu primo Francisco Collet, todos arquitetos, começamos a procurar áreas alternativas dentro da cidade de São Paulo para a implantação de edifícios de escritórios.

 

A preocupação dos projetos de escritórios está na flexibilidade do uso futuro indeterminado. Assim, as lajes das áreas de trabalho são destituídas de pilares internos aos salões. A circulação vertical e os serviços de copas, cozinhas, depósitos, instalações de ar-condicionado, banheiros em geral localizam-se em torres que circundam ou sustentam salões.

David Libeskind | Conjunto Nacional

 

O arquiteto

Filho de imigrantes poloneses, David Libeskind nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1928. Com um ano de idade muda-se com a família para Belo Horizonte onde viveu e formou-se arquiteto pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1952.

 

A obra

localização: São Paulo – SP I Avenida Paulista, 2073 – Cerqueira César

ano do projeto: 1955

conclusão da obra: 1962

 

sobre o projeto:

Em 1955, ainda recém-chegado na cidade, Libeskind vence o concurso fechado para o Conjunto Nacional que, juntamente com o Copan e com o Parque Ibirapuera, transformou-se em uma das obras mais significativas da mudança vertiginosa pela qual a cidade passou na década de 50.

 

Iniciativa do empreendedor José Tijurs ocupa um lote de 14.600 m² que corresponde à totalidade da quadra. Com aproximadamente 150.000 m² de área construída, o programa está distribuído em dois grandes volumes: um horizontal, que ocupa todo o terreno, e outro vertical, que se desenvolve sobre pilotis, no terraço-jardim do bloco horizontal.

Decio Tozzi | Eixo Comercial Oliveira Lima, Santo André

 

O arquiteto

Decio Tozzi nasceu em São Paulo, no ano de 1936. Graduado em 1959 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie

 

A obra

localização: Santo André – SP I Rua CeI. Oliveira Lima – Centro

ano do projeto: 1998

conclusão da obra: 2003

 

Prêmio na V Bienal internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2003

 

sobre o projeto:

O bulevar da Rua Oliveira Lima experimentou o seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980 quando era o principal eixo de comércio e serviços da cidade.

 

A solução adotada propõe implantar sobre a antiga estrutura física dessa rua um desenho que a transforme e crie um shopping de rua, conferindo à nova Oliveira Lima as mesmas condições de abrigo e conforto de um shopping tradicional, além de integrá-Ia à vida urbana do setor central de Santo André.

 

Para isso, desenhei uma cobertura transparente composta de estrutura espacial metálica curva e protegida por encaixilhamento de vidro laminado transparente, que gera a necessária proteção contra a chuva, os ventos e a característica neblina úmida da região. Os pilares de sustentação da cobertura foram implantados nos alinhamentos da rua, de ambos os lados, e nas divisas das lojas o que, em virtude das suas diversas larguras, conferiu às arcadas de apoio da cobertura um interessante movimento através da irregularidade dos diferentes vãos de intercolúnio.

Fabio Penteado | Centro de Convivência de Campinas

 

O arquiteto

Nasceu em Campinas em 1929 e faleceu em 2011.

Formou-se pela Faculdade de Arquitetura Mackenzie em 1953

 

A obra

localização: Campinas – SP I Praça Imprensa Fluminense – Cambuí

ano do projeto: 1967

conclusão da obra: 1976

 

sobre o projeto:

O Centro de Convivência Cultural de Campinas representa o desenvolvimento de uma tese pesquisada por longos anos pelo arquiteto Fábio Penteado. Os edifícios propostos externavam os seus usos de maneira convidativa, oferecendo o uso das coberturas inclinadas e a reconstituição do terreno para auditórios ao ar livre não somente para espetáculos mas também para ensaios, encontros e todo tipo de manifestação cotidiana.

 

O terreno inicialmente oferecido para a construção de um teatro de 500 lugares foi ampliado de forma a aglutinar a praça existente do outro lado da avenida, resultando em um grande espaço aberto de 40.000 m² no centro de Campinas. A modificação no traçado não prejudicou o trânsito que passou a circular em um sistema rotatório.

 

A solução proposta foi praticamente de rompimento dos setores tradicionais que compõem um teatro dessa natureza e disso resultou a construção de quatro blocos isolados, mas que convergem para um ponto central da nova praça, formando um outro teatro: um grande teatro de arena com capacidade para até 8.000 pessoas; e toda a obra tem exatamente a mesma área construída de um teatro convencional de 500 lugares.

 

Uma grande torre inclinada cujo ponto máximo chega a 28 m de altura, se projeta exatamente no centro da arena oferecendo iluminação para toda a praça.

Fonte: CAU/BR

Comunicação CAU/MT

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